Foi um momento de aprendizagem a ida ao mercado. Muitos dos alunos já conheciam o espaço e sentiam-se à vontade para dar explicações e questionar professoras e peixeiras.
A D. Florinda respondia a uma questão, fazendo um desenho na parede.
Os alunos davam respostas às questões do guião.
A peixeira cortou uma raia para os alunos poderem ver como é por dentro.
domingo, 15 de abril de 2012
Uma actividade com os alunos
Depois das duas últimas sessões, comprometi-me a desenvolver uma actividade com os meus alunos que fosse ao encontro de um pedido da representante dos Encarregados de Educação: aproximar a escola da comunidade envolvente, nomeadamente do mercado da Brandoa.
Sabendo que a morfologia dos peixes é leccionada no 5.º ano, para realizar esta visita com alunos do 6.º ano tinha de apresentar objectivos e competências transversais de Ciências da Natureza, como o desenvolvimento da observação, do espírito crítico, do desenho e dos conteúdos aprendidos ao longo do ciclo. Tinha ainda que envolver a comunidade escolar com o meio envolvente, principalmente com as peixeiras.
Comecei por estabelecer contacto com a representante dos Encarregados de Educação, que serviu de ponte com a direcção do Mercado Municipal da Brandoa. Seguiu-se o desenvolvimento de um calendário em que todas as turmas pudessem visitar o mercado.
Turma | Dia | Hora | Disciplina | Professores Acompanhantes |
6.º A | 20 de Janeiro Sexta | 11.50 | EA | Alexandra e Susana |
6.º B | 17 de Janeiro Terça | 10.05 | EA | Susana Salgueiro e Fátima |
6.º C | 20 de Janeiro Sexta | 8.20 | EA | Susana e Céu |
6.º D | 18 de Janeiro Quarta | 10.05 | EA | Zulmira e Cláudia |
6.º E | 27 de Janeiro Sexta | 11.50 | EA | Zulmira |
6.º F | 18 de Janeiro Quarta | 10.50 | CN | Susana |
6.º G | 25 de Janeiro Quarta | 10.05 | EA | Hermínia e Susana |
6.º H | 18 de Janeiro Quarta | 11.50 | EA | Susana e Graça |
6.º I | 24 de Janeiro Terça | 10.05 | EA | Margarida e Carla |
6.º J | 25 de Janeiro Quarta | 8.20 | EA | Ana e Carla |
6.º K | 20 de Janeiro Sexta | 10.05 | EA | Ana e Susana |
Para os alunos terem uma orientação na visita de estudo, levaram um pequeno guião, que ia ao encontro dos objectivos formulados para esta visita de estudo.
Posteriormente este guião foi corrigido com a professora de Ciências, tendo-se esclarecido equívocos e cimentado aprendizagens.
Todas as turmas de 6.º ano realizaram a visita numa aula de Estudo Acompanhado, de 90 minutos. O saldo foi francamente positivo para alunos, professores e peixeiras. Uma actividade para repetir no próximo ano.
Ainda sobre as sessões III e IV
Ao reler o último post, existem aspectos sobre os quais gostaria de reflectir, já que o considero “fraco” face às aprendizagens realizadas.
Agora sim, as sessões III e IV estão completas.
Tenho de salientar o diálogo rico que se estabeleceu sobre as diferenças encontradas nos peixes. Pudemos identificar e perceber a função de barbatanas, pela observação da sarda.
Todas achámos curiosa a distinção entre a sarda e a cavala (a sarda não tem sardas e a cavala tem).
Sarda Cavala
Falámos das reentrâncias que os golfinhos apresentam quanto aos mamilos e aos órgãos genitais.
Nos golfinhos, o sono é leve. Só metade do cérebro pára. A outra parte está activa, controlando a respiração.
Fizemos a distinção entre peixes com esqueleto ósseo (com bexiga natatória e opérculo) e com esqueleto cartilagíneo (boca ventral, escamas que parecem lixas, fendas branquiais e sem bexiga natatória).
Nesta sessão foi muito importante a prontidão da Prof. Raquel em nos mostrar imagens das curiosidades que íamos descobrindo.
Na IV sessão ainda foi sugerido um trabalho com os alunos que englobasse as seguintes etapas:
- pedir para os alunos desenharem um peixe (neste desenho podem surgir golfinhos, surgindo aí a necessidade de explicar a diferença entre mamíferos e golfinhos).
- Levar para a aula dois peixes fisicamente distintos e questionar os alunos sobre a forma e o revestimento, relacionando com o meio onde o peixe se move.
- Abrir o peixe para os alunos perceberem se ele “flutua ou não”, isto é, se apresenta bexiga natatória ou não.
Neste ponto pode salientar-se que o tubarão não tem bexiga natatória porque não a desenvolveu na sua evolução. Possui uma bolsa de óleo, que como é menos denso que a água, permite o tubarão flutuar. Os tubarões que vivem na superfície não podem parar porque senão “afundam”. Os que vivem no fundo dos oceanos, dormem repousados em grutas.
Os tubarões têm uns sensores na cabeça que lhes permite detectar as vibrações na água, funcionando como estímulos eléctricos.
Eles podem ser ovovíparos ou ovíparos.
Agora sim, as sessões III e IV estão completas.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Sessões III e IV
Estas duas sessões foram realizadas no mesmo dia. A primeira foi no mercado de Alvalade e a segunda no Pavilhão do Conhecimento. O objetivo era desenvolvermos conhecimentos sobre a existência entre os diferentes peixes e capacidades para podermos explorar essas diferenças com os nossos alunos.
Na sessão III pudemos observar as bancas de peixe, observar as diferenças entre os peixes e questionarmo-nos sobre elas. Teorizámos em conjunto sobre elas, esclarecemos as dúvidas com as formadoras e com as peixeiras.
Foi uma saída de campo muito interessante.
Gostei particularmente de perceber as diferenças entre os peixes quanto à forma, coloração, revestimento, espécies…
Na sessão IV observámos os peixes comprados no mercado e tivemos oportunidade para estudar de forma mais pormenorizada algumas características, como a bexiga natatória e a localização de alguns órgãos.
Relatório científico
De acordo com os protocolos científicos já realizados no âmbito de outras atividades experimentais, os alunos realizaram o seguinte protocolo experimental, cujo exemplar de um aluno digitalizei. Refere-se à experiência “Ovos sem casca?”
Esta experiência encontra-se documentada no post anterior.
Esta foi uma experiência muito positiva para os meus alunos. Para além dos conhecimentos que adquiriram, ficaram sensibilizados para a necessidade de uma higiene oral regular e correta. É de salientar ainda o impacte que teve junto dos mesmos alunos irem realizar esta atividade junto dos colegas de 4.ºano. Porque "também se aprende fazendo".
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Trabalho prático
Respondendo à sugestão da Formadora Raquel, tentei desenvolver junto dos meus alunos uma actividade experimental, representante do que se pretende com o Ensino das Ciências.
Admitindo que não cumpre todos os requisitos da metodologia científica e que apresenta algumas lacunas, gostava de partilhar o que fiz com os meus alunos do 6.º ano.
No mês de Novembro leccionei o tema “Sistema digestivo” cujo último conteúdo se prende com a higiene do sistema digestivo, nomeadamente dos dentes. Ora, todas as crianças sabem que devem ter uma higienização adequada desde muito cedo. Mas raramente conseguem perceber os efeitos de uma descuidada higiene oral. Assim, resolvi procurar uma actividade que os levasse a perceber o efeito de um comportamento tão nefasto. Encontrei a seguinte actividade num manual da Sebenta:
Os meus alunos realizaram esta actividade e foram registando, ao longo das semanas, o que observaram tendo no final chegada a conclusões.
No âmbito da semana da Ciência, no mês de Novembro, os alunos do 6.º ano foram dinamizar esta mesma actividade às turmas do 5.º ano.
Movimento da Escola Moderna
O Movimento da Escola Moderna pratica um modelo muito similar ao que se pretende desenvolver em sala de aula,no ensino das Ciências:
- A centralização do ensino na resolução de problemas;
- A criação, na sala de aula dum meio social e materialmente estimulante das descobertas das crianças;
- O aproveitamento de situações do quotidiano para trabalhar os conteúdos programáticos;
- O desenvolvimento de actividades programadas para trabalhar trabalhar a elaboração de um determinado conceito;
- A criação de situações de discussão, confronto e partilha das estratégias encontradas pelascrianças para a resolução d eum problema;
- O desenvolvimento de projectos pessoais e de grupo.
Pode encontrar mais informações sobre este modelo na página oficial http://www.movimentoescolamoderna.pt/
- A centralização do ensino na resolução de problemas;
- A criação, na sala de aula dum meio social e materialmente estimulante das descobertas das crianças;
- O aproveitamento de situações do quotidiano para trabalhar os conteúdos programáticos;
- O desenvolvimento de actividades programadas para trabalhar trabalhar a elaboração de um determinado conceito;
- A criação de situações de discussão, confronto e partilha das estratégias encontradas pelascrianças para a resolução d eum problema;
- O desenvolvimento de projectos pessoais e de grupo.
Adaptado do artigo de Manuela Castro Neves
in Revista do Movimento da Escola Moderna, n.º27
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